Alguns ecos...

Alguns ecos: a maioria destes textos é tecida de matéria prima que Laura me oferece, e também das várias leituras a que ela me induz, mas que muitas vezes, introjetadas, não consigo nem mais citar a fonte. Contudo todas elas podem e devem ser acessadas por meio dos meus Gadgets.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Laurinha Recomenda

Agora, com embasamento histórico e científico, reafirmamos a importância do colo em: "Colo Mágico", afinal, foi o "dotô" quem receitou, mas desde quando?

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Botando o Bebê na Roda

Por aqui ainda continuamos comemorando o mês dos pais. Também, pudera! Nessa casinha nós temos um pai que é um verdadeiro Pãe!!! Ele acaba de liberar a compra de mais um sling (temos um pouch e um carregador, agora queremos um de argolas).
Assim, aproveito a oportunidade para lembrar que o produto é também um "democratizador de bebês". A liberada que o Wilson deu, não foi à toa. Sim, com o sling, os papais também podem e devem experimentar a deliciosa sensação de ter seus filhotinhos grudados, no colinho, como o fazem as mamães.
Emerson e João
Marcos e Lena
Os maridos das Materna/ Matrice(s)  Adriana Guimarães (esquerda), Keli McGee (centro) e Danielle Nagh (direita) não perdem tempo!
Cian e Nenagh
São também exemplos de que as dicas que a Lilith (uma marca de slings) utiliza para vender o produto são mesmo quentes: "O bebê pode ser de todos: o uso do sling permite que não só a mãe seja responsável pelo bebê, mas que o pai, irmãos ou qualquer outra pessoa possa dividir esta tarefa e se responsabilizar pelo bebê também. Neste sentido, o sling promove uma maior democracia familiar!"
Além disso, ao ter contato com um maior número de pessoas, bebê que cresce slingando se desenvolve mais, pois "participa ativamente da vida ao seu redor, favorecendo a socialização e o pertencimento à vida da família, e ao mundo que o rodeia. O ato de carregar estabelece uma parceria implícita entre a criança e seu carregador. A criança, ao participar do cotidiano do cuidador, aprende a reconhecer a disposição e os limites que este vive, favorecendo a empatia e a compreensão; permanece mais tempo em silêncio e em estado de alerta, e observa o mundo sob uma ótica diferente do lugar de quem o carrega, e não o teto como quando está no berço, ou os joelhos das pessoas de dentro do carrinho. Por chorar e reclamar menos, passa mais tempo apto a interagir melhor com o ambiente e com outras pessoas".
Por essas e outras, continuaremos daqui agradecendo ao papai por mais um presente. E para os que  querem saber mais sobre os motivos do nosso contentamento, deixo a indicação da fonte: http://luzdalilith.blogspot.com/2008/12/por-que-promover-o-uso-do-sling.html


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Colo não faz mal a ninguém

Vou aproveitar a linda foto que ilustrou o post anterior (era para ser do Wilson com a Laurinha, mas acho que o Shrek caiu super bem) para falar do miraculoso poder do baby sling - aquela “tipóia de carregar bebê” que o monstrinho está usando – uma versão moderna de como os bebês são carregados há séculos pelo mundo afora.
A intenção do carregador, o pouch sling ou tipóia de bolsa/de rede (no caso do Shrek), como a de vários outros modelos – ring sling ou tipóia de argolas (que a materna Keli usa com a bela Nenagh, na foto acima), wrap sling ou pano comprido, mei-tai, canguru ou mochila - é proporcionar à mãe (e ao pai também, por que não?) a oportunidade de ter o bebê coladinho ao seu corpo de forma mais orgânica e ergonômica – em posição que lembra o período gestacional. Durante o uso do sling, as mãos das mães se mantêm livres para outras atividades, enquanto a criança se mantém aquecida, aconchegada, enfim, mais segura, principalmente durante o período de transição do mundo da barriga para este mundão daqui de fora. No sling, além de apertadinho, como no útero, o bebê pode escutar mais de pertinho o palpitar do coração da mãe, sentir sua respiração, o seu calor e, com o movimento do seu andar, relembrar o embalo que viveu os nove meses dentro da barriga.
A idéia, que é super difundida no exterior, começa agora a se tornar popular no Brasil, não sem antes enfrentar os velhos preconceitos arraigados em nossa sociedade. Quantas mães não ouvem de suas avós: “larga esse menino, porque assim, o dia inteiro no colo, ele acaba ficando mal acostumado”. Mal acostumado a quê? A carinho, a calor humano, a amor, a alimento para a alma? É por acreditar que essas coisas não acostumam mal ninguém, e, mais ainda, por acreditar que o que faltam ao mundo de hoje são adultos criados com muito amor, que eu não nego, por nadica de nada, o colinho de mamãe à pequena Laura. Como nem sempre posso estar absolutamente disponível, além de não dar conta do peso com esse meu corpinho macérrimo de mãe que amamenta após um Parto Natural, hahahaha – esnobei, pronto! -encontrei no sling um aliado.

Mas por que não negar o colo?

Já falei aqui no blog sobre o que, após várias leituras, aprendi a chamar de “Quarto Trimestre Gestacional” - período em que, mesmo fora da barriga, o bebê continua em estado de formação. De todos os mamíferos, o feto humano é o único que, para conseguir sair do ventre da mãe - bípede e, por isso, com a bacia mais estreita que os quadrúpedes - precisa nascer antes de atingir toda maturidade. Seria impossível a expulsão natural, por causa do desenvolvimento do perímetro encefálico, se ele nascesse, por exemplo, com doze meses de gestação.
Não bastasse essa condição de “feto extra-uterino” - situação em que o corpo ainda em formação é exposto a uma horda de hostilidades - sem falar das limitações a que o espírito, velho muitas vezes, encontra-se submetido, o bebê precisa superar o choque que o nascimento representa. Afinal, ele vem de um ninho - onde não é necessário nenhum esforço para sequer se alimentar - para um ambiente desconhecido, que inclui mudanças de temperatura, de luminosidade, de som, de meios de alimentação, onde é preciso, até mesmo, aprender a respirar.
Daquela perfeição do universo antes habitado para o lado de fora, resta apenas o pulsar da mãe: seu cheiro, sua voz, seu calor... E, para provê-lo de tudo isso: o insubstituível colo! E aí, meus caros, me vêm os palpiteiros de plantão dizerem: “deixe sua filha se frustrar um pouquinho para não ficar mal acostumada”, ou “um chorinho de nada faz bem para fortalecer o pulmão”. Como se a vida já não fosse repleta de frustrações e sofrimentos vãos! Não deixo não. Deixei uma vez, seguindo o conselho da minha avó de 100 anos, mas me arrependi amargamente. Como me arrependi!! Meus olhos se enchem de lágrimas só de lembrar...
Atribuir o poder de chantagem a um ser que ainda não se contaminou com os vícios da nossa sociedade, e que nem capacidade intelectual tem ainda para fazê-la, seria no mínimo leviano, não acham não? Quer dizer que bom mesmo é amarrar a criança sobre cadeiras de quatro rodas, delicadamente chamadas carrinhos de bebê, diante de uma televisão e aguardar que ela seja (en)formada como um sujeito passivo? Tanto melhor se ela aprender a curar suas carências sozinha, por meio de quilos de chocolates, não é mesmo? Sem falar de outras drogas como o fazem aqueles que não tiveram amor e autoconfiança como alicerce de uma boa educação e que, adultos, cometem horrores para chamar pela atenção que não tiveram na infância. Pensar que tudo é tão simples: o antídoto teria sido um bom colo de mãe!
É por isso que me sinto muito feliz, muito feliz mesmo, a cada vez que minha pequena Laura sorri em meu colo e eu descubro como esse ato de amor tem o poder de trazer a ela afago e segurança. Itens que não têm preço e que não se compram em lugar nenhum deste mundo. Mas que certamente são alguns dos alimentos mais preciosos que posso oferecer a ela, certa de estar contribuindo para a formação de um ser humano muito mais íntegro, sustido, por isso, seguro e feliz.
Sei que a dependência dela vai passar rápido. Tão mais rápido, quanto mais as necessidades dela forem supridas. Já já, Laura estará engatinhando, vai querer desbravar os cômodos da casa, o nosso quintal, depois virá o mundo. E, quando isso acontecer, espero estar aqui, velhinha, vendo como a criança que fora amada se transformara na grande mulher, inteira, realizada, que terá sim seus momentos de fragilidade, mas que, com certeza, se sentirá para sempre confiante. Segura de que, em qualquer idade, sempre que quiser, poderá encontrar amor, calor e humanidade nesses braços que estarão abertos para lhe acolher. Não é preciso ir tão longe. O resultado, de curto prazo, já está aí: Laura é uma criança que quase nunca chora. Ela não precisa. Sabe que estou sempre aqui, disponível, ao seu lado. O seu choro raro são apenas gramelôs de um ser em formação que precisa comunicar suas necessidades, seus incômodos, suas pequenas angústias. Nada demais. Nada que um coração atento de mãe não saiba compreender.

Slingueiras Maternas/ Matrices: mulheres para as quais ser mãe é antes de tudo uma atitude responsável
Materna Keli McGeen e Nenagh

Antes de Laura nascer eu, provavelmente, não concordaria com 80% do que pratico hoje. Mas bastou nos conhecermos para deixar que a intuição se tornasse minha melhor conselheira. Revi meus conceitos e refiz minhas escolhas responsáveis, embora nem sempre acertadas. Disponibilizar meu colo, assim como fazer Cama Compartilhada, Amamentar em Livre Demanda foram algumas delas.
Certamente, eu não teria tanta coragem em assumi-las sem o concurso de mulheres maravilhosas com as quais compartilho experiências, angústias, medos e descobertas (e, sempre, claro, com o apoio impagável do Wilson, pai de Laura). Às Maternas/ Matrices slingueiras, minha homenagem e eterna gratidão. Obrigada!!!
Materna Danielle Nagy e Lena
Materna Maria Kacinskas e Alexandre
Materna Adriana Guimarães e Helena
Adriana Guimarães com a gostoosa da Helena, slingando na Bolívia, ao lado de duas bolivianas slingueiras