Nossa, como ando sumida do blog!!! Juro, assunto é o que não falta! Ai, gostaria tanto de compartilhar todas as experiências... vejam só, não consegui ainda escrever sobre a Introdução à Alimentação Complementar da pequena, mas renovo meu compromisso em dividir isso com outras mães, já adiantando que com 1 ano, Laura continua uma "mamona"!!! Não escrevi sobre a experiência do engatinhar, do nosso mergulho na Medicina Antroposófica, da nossa adesão irrestrita à Alimentação Orgânica, da Festa Vegetariana e livre de açúcares do aniversário de 1 ano da minha querida filha!!! Mas tenho certeza de que todos estes assuntos serão temas para novos posts que, com certeza, irei me dedicar.
Hoje quero falar da minha volta ao trabalho: dizer que tudo foi muito mais tranquilo e orgânico do que podíamos (eu, Wilson e Laura) imaginar. É que, com muito planejamento, tivemos a graça de passar por essa experiência quando Laura já estava prestes a completar 1 ano. Taí, acho que foi o tempo ideal! Nem menos, nem mais. Eu e minha filha pudemos nos curtir, e mais que isso, vivenciar todo o nosso processo de separação sem culpa, dor e atropelos. (Agora terei que trabalhar mais 3 anos consecutivos, sem direito às férias, para propocionar o mesmo tratamento ao BB2, hahahahahaha, ou me preparar para fazer diferente, já que o melhor é o possível!).
Durante os primeiros 11 meses de vida, Laura teve uma mãe completamente à sua disposição. Colo, peito, amor irrestritos! Tudo o que extrapolasse essa tríade, era assunto de segunda ordem em nossa rotina. Eu tive o privilégio de me deliciar de perto com todas as primeiras experiências e descobertas, foi um processo muito intenso e delicado. Tivemos todo o tempo do mundo para compreendermos, juntas, que nos tornamos dois seres independentes uma da outra, mas eternamente ligadas por um amor cúmplice e seguro que foi se construindo desde o ventre.
O principal ensinamento que Laura me proporcionou foi de que tudo tem sua hora e que paciência é o ingrediente fundamental, não pode faltar! Ai, confesso, claro, as angústias sofridas em horas e horas seguidas de cadeira de balanço amamentando, enquanto todo o serviço da casa tinha que esperar. Ah, tinha que esperar!!! Respeitar as necessidades, os desejos, a vontade própria daquele serzinho que acabara de chegar... Tendo sempre em mente o mantra: "tudo é fase e vai passar"! Respeitei e muitas delas já se passaram... deixando saudades, mas a certeza de que valeram à pena. Como valeram!!! E ainda me perguntam porque minha filha é tão alegre, "tão tranquilinha", tão segura, capaz de passar um dia inteiro com pessoas amigas, mas, a princípio, estranhas a ela, longe do pai e da mãe, sem reclamar!
Hoje, Laura não necessita mais do meu colo 24h por dia, quer mesmo é correr a casa engatinhanho, ou se agarrando nas paredes e nos móveis. "Dandá"! Nossa! Que alegria aquele sorriso ainda desdentado que expressa a felicidade da curiosidade, da conquista, da liberdade, do serzinho que quase anda, cambaleante. Da segurança de que o colinho encontra-se ainda disponível quando ela quiser e precisar voltar.
Laura (ainda que tenha como preferência número 1 o peitinho da mamãe), não faz da Livre Demanda desculpas para se manter plugada 24h no mamá. A transição para outros tipos de alimentação tem sido lenta e gradual, mas plena em sua evolução. Não tivemos e ainda não temos pressa: Laura experimentou outros sabores (frutas) com quase 7 meses de idade (quando já se mantinha sentada sozinha, há quase dois meses; quando já não mais tinha o reflexo da língua e podia engolir o alimento sólido; quando já podia, autônoma, aceitar ou recusar). Devagarinho, ela experimentou, um por um, os sabores dos legumes, das verduras, dos cereais, das oleaginosas. Nos mostrou tendências de um paladar que ainda está a se formar. Com 8 meses, teve respeitado o seu desejo de voltar à Amamentação Exclusiva. E agora, depois que a mamãe saiu para trabalhar, é capaz de bater um pratão, tomar suco e ainda exigir a frutinha como sobremesa, carinhosamente preparados e oferecidos pelo papai.
Mas, claro, nem tudo são flores...
Fácil não é. Ainda mais quando se opta por caminhos que, à primeira vista, parecem mais difíceis. Mas os parcos espinhos de hoje, tenho a convicção, serão flores que já vemos brotar.
No último post que publiquei, tive a oportunidade de falar sobre nossa escolha (minha e do Wilson) em não oferecer à Laura nenhum tipo de bico (chupeta, mamadeira, copinhos de transição...). E, certamente, isso foi um dificultador em nossa adaptação. Afinal, bico serve de consolo (eu acho que é engodo) e mamadeira faz bem o serviço para os pais. MAS... as consequências, na nossa opinião, com certeza, nos dariam muito mais trabalho e nos fariam menos felizes, com a consciência menos em paz.
Uns dois meses antes de voltar ao trabalho, comprei uma bomba de tirar leite e dei início às tentativas do estoque. Ainda que Laura já estivesse apta a comer outros alimentos, achava importante deixar meu leite à disposição para ser dado no copinho de cachaça, com o qual ela bebe água e, raríssimas vezes, suco (não dou leite de vaca pois entendo que leite de vaca é para bezerro, o leite da Laurinha nasceu com ela, nos seios da mamãe). A ideia era que, pelo menos, Wilson conseguisse dar a ela o leite materno misturado às frutas e cereais. Mas, nosso investimento foi praticamente em vão... A espertinha não aceita o leitinho fora da fonte nem por decreto! É capaz de identificá-lo em meio às frutas e a recusa é veemente. Se fosse na mamadeira, TALVEZ aceitasse... O resultado é que a garota agora se pluga em meu peito às 16h e se solta Deus sabe lá a que horas da manhã do dia seguinte... quando então saio para trabalhar. Aceita o jantar muito mais ou menos, mas ainda exige, a cada duas colheradas de comida, uma pausa para mamar. Assim vamos seguindo, até que ela se sinta pronta para romper mais este vínculo, ao que, tenho certeza, não se furtará.
Na primeira semana, pensamos que dormir longe do peito fosse ser mais uma dificuldade. Mas essas criaturinhas são espertas. Passado 1 mês, Laura já entende a rotina proposta pelo pai. Depois da fruta da manhã, é hora do banho morninho, uma musiquinha calminha, um aconchego no colinho e taí, a sonequinha da manhã ainda é irregular, às vezes tarda, mas não falha. E a danadinha que antes dormia, no máximo, uns vinte minutinhos, é capaz de passar 1 hora inteirinha adormecida para que Wilson tenha tempo de preparar o "papá". Para isso, acho que foi fundamental o fato de Wilson estar presente desde o momento do nascimento... assumindo as funções do banho, troca de fraldas, brincadeiras, momentos só dos dois... Foi fundamental eu me sentir segura e acreditar na cumplicidade dessa relação.
Ah, a preparação do "papá" também foi um pouco difícultada quando voltei a trabalhar. Nossa opção em oferecer à Laura apenas alimentos orgânicos e não oferecer-lhe nada, nada, nada industrializado, muito menos carnes, deu-nos um pouco mais de trabalho. Seria mais fácil se optássemos por recorrer às papinhas envidradas, aos eventuais congelados. Mas não. Mantivemo-nos firmes pela opção da alimentação natural e, sobretudo, alimentação viva. A solução foi estender a comida saudável da Laura a todos da casa. Resultado: hoje, todos comemos alimentos orgânicos, biodinâmicos, e, na medida do possível, até eu e Wilson temos tentado nos livrar do açúcar (utilizamos o mascavo, mel e rapadura), pois até o nosso café da manhã já está sendo "filado" pela piquitita. O jeito foi a mamãe se virar e diversificar os dotes culinários: tenho feito bolos e pães integrais, com frutas secas, nozes, castanhas, e todos saimos ganhando. Não raro ficamos, eu e Wilson, na cozinha até a 1h da manhã.
Ah, a preparação do "papá" também foi um pouco difícultada quando voltei a trabalhar. Nossa opção em oferecer à Laura apenas alimentos orgânicos e não oferecer-lhe nada, nada, nada industrializado, muito menos carnes, deu-nos um pouco mais de trabalho. Seria mais fácil se optássemos por recorrer às papinhas envidradas, aos eventuais congelados. Mas não. Mantivemo-nos firmes pela opção da alimentação natural e, sobretudo, alimentação viva. A solução foi estender a comida saudável da Laura a todos da casa. Resultado: hoje, todos comemos alimentos orgânicos, biodinâmicos, e, na medida do possível, até eu e Wilson temos tentado nos livrar do açúcar (utilizamos o mascavo, mel e rapadura), pois até o nosso café da manhã já está sendo "filado" pela piquitita. O jeito foi a mamãe se virar e diversificar os dotes culinários: tenho feito bolos e pães integrais, com frutas secas, nozes, castanhas, e todos saimos ganhando. Não raro ficamos, eu e Wilson, na cozinha até a 1h da manhã.
A única concessão às nossas escolhas é que às vezes usamos a fralda descartável. Entre lavar as fraldas de pano e curtir os momentos junto à Laura, tenho ficado, sem dúvidas, com a segunda opção. Mas sei também que é uma questão de dar tempo à nossa adaptação à nova rotina.
Escrito assim, parece que esse segundo parto foi sem atribulações. Não foi não. Mas seguimos firmes em nossa opção pelo natural. Nada de muletas, berçário e babás... Aos poucos vamos, os três, nos adaptando às necessidades uns dos outros. O Wilson fica mais cansado, ainda assim é capaz de segurar a onda sozinho por uma meia horinha de manhã para que eu possa me refazer da noite (dormida torta, amamentando). Laura faz a parte dela, que é se manter feliz e saudável. Hoje, quando peço a ela que diga "mamãe", a danada logo responde com o sonoro desafio: "papai!", hahahaha!!!E eu? Eu me explodo em satisfação. E quer saber? Achei que ia sofrer horrores longe da pequena, mas preciso confessar que não sofro nada. As horas que passo no trabalho são preciosas. É meu reencontro com minha solidão. Depois de 20 meses, eu revivo a sensação de ser só eu, na certeza de que no fim da tarde vou novamente me explodir em beijos e abraços. Por isso, na estrada, de volta pra casa, eu "corro, corro demais, corro demais, só pra te ver meu bem....".
Escrito assim, parece que esse segundo parto foi sem atribulações. Não foi não. Mas seguimos firmes em nossa opção pelo natural. Nada de muletas, berçário e babás... Aos poucos vamos, os três, nos adaptando às necessidades uns dos outros. O Wilson fica mais cansado, ainda assim é capaz de segurar a onda sozinho por uma meia horinha de manhã para que eu possa me refazer da noite (dormida torta, amamentando). Laura faz a parte dela, que é se manter feliz e saudável. Hoje, quando peço a ela que diga "mamãe", a danada logo responde com o sonoro desafio: "papai!", hahahaha!!!E eu? Eu me explodo em satisfação. E quer saber? Achei que ia sofrer horrores longe da pequena, mas preciso confessar que não sofro nada. As horas que passo no trabalho são preciosas. É meu reencontro com minha solidão. Depois de 20 meses, eu revivo a sensação de ser só eu, na certeza de que no fim da tarde vou novamente me explodir em beijos e abraços. Por isso, na estrada, de volta pra casa, eu "corro, corro demais, corro demais, só pra te ver meu bem....".
Jamais poderia imaginar que faria isso por outra mulher. Mas faço, por você eu faço tudo, minha pequena grande Laura!!!
Oi Letícia, que delícia ver seu depoimento... também me preparo para o retorno ao trabalho com a sensação de dever cumprido.... e muita coisa para aprender ainda...
ResponderExcluirMuito legal a opção pela alimentação natural... nós por aqui priorizamos o orgânico, peixe e frango orgânico, mas não nos organizamos para ser vegetarianos... se bem que o cardápio da festa da Laurinha deu uma vontade...
Mas Davi se mantem longe do açúcar, próximo da alimentação integral... vamos levando...
beijos amiga...adoro ler seus posts!!!
É isso ai, tudo tem o seu tempo. parabéns
ResponderExcluirÉ isso aí amigas, companheiras de viagem...
ResponderExcluirTudo tem o seu tempo e para cada família, uma realidade. E o mais bacana é que, por mais diferente que seja, quando há amor verdadeiro e entrega de coração, no final, dá tudo certo.
Fico feliz a cada vez que vejo tantas mães - que Laura me trouxe ao convívio - sendo as melhores mães possíveis.
AS MELHORES MÃES POSSÍVEIS! Fazer o que está dentro das nossas possibilidades: eis o segredo de ser mãe!!!!
Lindo tudo o que escreveu!
ResponderExcluirParabéns!
Ajudou me a pensar sobre a minha volta ao trabalho.
Obrigada.
Beijo para as duas.