Alguns ecos...

Alguns ecos: a maioria destes textos é tecida de matéria prima que Laura me oferece, e também das várias leituras a que ela me induz, mas que muitas vezes, introjetadas, não consigo nem mais citar a fonte. Contudo todas elas podem e devem ser acessadas por meio dos meus Gadgets.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estamos no Mamíferas!

 
Há 18 meses, minha preciosa fora coroada! Parece que foi hoje! Ainda revivo, a cada noite na hora de dormir, esses que foram os momentos mais importantes da minha vida, quando meu querido marido chorava, gritando emocionado: “Nasceu! Graças a Deus, a Laurinha nasceu!”.

Graças a Deus.

Hoje minha filha é do mundo. Está neste planeta o dobro do tempo que viveu em mim! Quantas saudades... Como ela mesma diz: saudades de quando ela morava “dentro do barrigão”! Felicidade por tê-la hoje aqui – linda, vívida, esperta, desperta!

Laura é muito especial! É a criança mais viva que um dia sonhei conhecer. A mais linda que jamais pude querer! Seu olhar, curioso, é inimitável, despido de preconceitos, inquieto, deslumbrado, enxerga a tudo com a pureza de quem vê pela primeira vez.

Laura é doce! Carinhosa e companheira! Com uma sensibilidade super aguçada, dá provas de que compreende bem tudo o que se passa, compadece-se com as situações, oferece seu abraço, seus muitos beijos e sua massagem!

Ela sabe o que quer. Mostra a que veio. É determinada, valente, obstinada. Nossa! Como é obstinada! Desde seus cinco meses de vida nos perguntamos: “Como é possível caber tanta personalidade em um corpinho tão pequeno!

É faladeira como ninguém! Fala desde que completou o primeiro ano. Fala tudo e, quando não sabe como falar, fala também. Inventa suas próprias palavras. Algumas são coringas: “Adê” é a interrogativa que serve tanto para “o que”, como “por que”, e “pra que”. “Aum”, que segundo o pai é o princípio de tudo - a primeira letra do alfabeto e o primeiro número – designa todo o resto que ela não sabe falar.

Eu tenho vivido assim... Aprendendo sempre!

Há oito meses fui convidada para escrever no Blog das Mamíferas sobre essa aprendizagem. Nossa! Que honra! Fiquei embaraçada. Muita responsabilidade. Rascunhei o texto que agora decidi, enfim, publicar, aqui. Ele continua atual. Parece que, a cada dia, mais vívido e intenso. Traz um pouquinho de nós, de como decidimos encarar esse encontro que nos une na Terra. E como temos tentado viver, lutando a cada dia, para encontrarmos a tal felicidade...

2 comentários:

  1. Adorei o texto, admiro muito essa maternidade plena.
    Senti um pouco de inveja por nçao ter conseguido me manter firme em algumas coisas, acabei sucumbindo ao suquinho aos 7 meses de idade dentre outras coisas. E tive que voltar ao trabalho com 5 meses da minha pequena. Fora que fui mto desencorajada pela minha obstetra a fazer parto natural...
    Ao mesmo tempo me orgulho por te entender e achar linda a tua forma de manter tua maternidade.
    Parabéns pelas escolhas, com certeza a pequena Laura agradece.
    Abraço

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  2. Oi Priscila,

    É linda a coragem do seu comentário!
    Obrigada por se abrir assim, eu também me orgulharia em seu lugar.
    A vida nos oferece opções e nos coloca diante de algumas situações para que aprendamos, sempre! Sempre iremos aprender, repetir ou fazer diferente da próxima vez. O mais bonito é isso. Há sempre uma próxima vez. E também, exatamente por isso, há sempre beleza e acerto no que fazemos.

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Letícia.